Tentando voltar a ser jovem.
Você conseguiu
Depois de toda a conquistas, das conversas ao pé do ouvido, das noites intermináveis embaladas pelo soul do Tim Maia, eis que você conseguiu o que parecia impossível: Você me perdeu.
Perdeu os afagos, os beijos e os abraços;
Perdeu meu coração, minha alma e o meu sorriso;
Perdeu a minha confiança, a minha esperança e a minha coragem.
Dessa vez não fui eu...
Foi você quem jogou para o alto a chance de se encontrar, de se permitir, de se dar;
De ser feliz ao lado de quem bem te quis...
e Desejou do fundo da alma te fazer companhia nas noites escuras,
e nos dias mais claros do verão.
Wellcome to the age of love.
Mas não será comigo que você vai viver essa estação.
Texto lindo da grande poetisa Marcela Primo
§
Então... é aquilo:
- o bálsamo não tem um valor místico.
Era preciso tomá-lo nas mãos, passar com cuidado e vigor sobre as feridas e, por fim, mastigá-lo amorosamente, deixando escorrer o sumo entre os lábios.
Mas você o deixou na caixinha, e por certo perdeu a fita negra que a envolvia...
- pode apagar seus escritos, pode apagar seus tantos nomes e mesmo queira apagar sua vida: porém, não apague;
- a mim importa que derramei lágrimas sobre suas mãos trêmulas - ritual de batismo desde o qual e para sempre terá um único nome: AMADO. ------------------- Ainda que recuse ser amigo, ainda que recuse ser amante.
. é isto:
- o bálsamo era o meu corpo.
Mas você o deixou na caixinha...
§
Ele disse que o que sentimos foi despertado pelo caos.
Eu não acho! Pra mim foi um encontro cósmico
É incrível a forma como meu corpo reage à presença dele.
Ganhei de presente a oportunidade de acreditar de novo.
Ganhei ombros largos pra pousar minha cabecinha manhosa,
Toque delicado que faz tremer,
Caráter integro pra admirar
Amizade pra desabafar
Mão macia pra apalpar.
Emaranhados, um no colo do outro o encaixe...
Yin-yang - equilíbrio.
A pele leitosa em degradê com a minha cor de minhoca.
O ideal nos une, o desejo também.
Um dia, daqui uns 20 anos seremos um só.
O arrepio na pele, a tremedeira da perna, a palpitação intensa e constante do coração me alertaram de algo estava fora de controle. O cheiro de macho na pele morena e aquele olhar que te chama pra perto... Talvez fosse apenas o fluxo sanguíneo, aquele mesmo que faz os mais clarinhos ruborizarem e os homens entrarem na fase de paudurescência.... Mas quando os nossos lábios se tocaram.... Os nossos corpos se entrelaçaram e se completaram como se fossem um só.
Oh, meu Deus! Que perfeição de momento, como se houvesse um 'quê' de magia no ar.
Já tive esse prazer muitas vezes antes, mas nunca como ontem. Não foi só desejo, não foi só sexo...
A sensação de reencontrar alguém que sempre foi seu... E que estará lá a qualquer hora, basta chamar.
Mais eis que a razão fala mais alto e o que poderia um dia se tornar uma bela história de amor vai acabar antes mesmo do final do prefácio. Porque o meu coração ainda não está preparado para emoções tão viscerais e nem eu me sinto suficientemente forte para encarar os desafios que viriam. Não preciso de gente mais complicada do que eu nessa vida.
Ficou essa sensação de saudade, de perda... E a placa de "covarde" grudada na testa.
Já que me falta inspiração: Salve Alice Ruiz!!!
Coisa tua
(Waltel Branco e Alice Ruiz)
assim que vi você
logo vi que ia dar coisa
coisa feita pra durar,
batendo duro no peito
até eu acabar virando
alguma coisa
parecida com você
parecia ter saído
de alguma lembrança antiga
que eu nunca tinha vivido,
mas ia viver um dia
alguma coisa perdida
que eu nunca tinha tido
alguma voz amiga
esquecida no meu ouvido
agora não tem mais jeito,
carrego você no peito
poema na camiseta
com a tua assinatura
já nem sei se é você mesmo
ou se sou eu que virei alguma coisa tua
Eu, que fazia beicinho para listas, tornei-me há pouco fã do gênero. E como não consigo escrever nada melhor no momento... Aí vai, minha lista: Odeio: *Acordar cedo; *Varrer o chão; * Exercício físico; * Pular muro de estação de trem; * Beber corote por que não tenho dinheiro pra ‘chapar’ com cerveja. Amo: * Dormir de conchinha; * Dar risada até doer a barriga; * Comer sem se preocupar com calorias; * Beijar na boca; * Sexo antes do casamento (e do namoro; e do noivado; e do compromisso, e do descompromisso...). Não merecia ter perdido: * Meu brinquedo preferido (O boneco "Neco" que o FIDAPUTA do Wiliam jogou no ribeirão vermelho, no fatídico verão de 1985); * Minha moedinha da Itália; * O busão pra Joanópolis no feriado de 07/09/2006; * Minha carteira vermelha; * Minha Lili. Ganhei: * Meu irmãozinho Anderson (que agora é um ‘irmãozão’); * 80 moedas no caça-níquel; * Um beijo inesperado de alguém mais que especial (não conto); * A velha bicicleta Monark aro 14 (marron e amarela – que cor horrível pra uma bicicleta, não?); * Meu Greg.
Quero você. Assim, displicente e desinteressadamente.
Só por hoje, e por todas as outras noites que puder.
Quero seu ar, seu toque, seus lábios nos meus ombros e costas.
Tua mão me puxando o cabelo, e tua voz penetrando o meu eu.
Quero ter o seu ser, e ser o que você é.
Sobre todas as coisas que fomos, juntos, pousou a felicidade.
E a liberdade.
Quero te ter, te sentir e te amar.
Mas só até a página seguinte, quando voltamos à rotina de nossas vidas, sós.
Quero a tua inconstância e a tua ausência, que fazem intensos e melhores
os poucos momentos que compartilhamos.
Quero tua urgência pela vida, teu fulgor com a novidade.
Lucidez e Utopia compartilhadas sobre os lençóis que teimam em cair da cama.
Fragmentos insanos de uma conversa sussurrada.
E a realidade (dura?) de uma manhã pontuada pela despedida.
A gente se vê, a gente se fala... e a gente acaba se encontrando.
Em algum lugar, algum dia. De novo.
Envolvendo um no cotidiano do outro.
E perdendo o medo de admitir que isso não é mais só uma amizade.
São tantas as idéias soltas na cabeça que às vezes me sinto perdida. Ou meio palerma. Mas no final todos esses pensamentos, todas as conversas, tudo o que vivo tem apenas um mote: o amor.
O amor-amigo, sentimento profundo, feliz, que nos acalenta a alma e o corpo. Tem até um poeminha brega, das antigas, que diz que uma amizade tem “muitas vírgulas, mas nunca um ponto final”. Amigos tão diferentes, com intensidades diferentes. Amigos.
O amor-irmão, que reúne pessoas que apesar de terem se unido pelos laços sanguíneos acabam descobrindo que acabariam juntas mesmo sem esse peso. Afinidades, sentimentos e um histórico genealógico.
O amor-incondicional. Pelos pais, pelos filhos. Como explicar isso??? Impossível!
E, como não poderia deixar de ser, o amor-carnal. Gostoso demais quando recíproco. Ruim demais quando unilateral. Alegria e tristeza tão presentes no mesmo momento... Talvez o único pré-determinado a acabar, porque a gente sabe que não é pra sempre – mesmo que, muitas vezes, façamos de tudo para torná-lo eterno. Enfim. Já que é pra acabar um dia, que seja no momento certo.
O mais importante é estar aberto para isso, ficar desarmado para viver de verdade a amizade, a irmandade, a paixão. É deixar as coisas acontecerem naturalmente, sem grilos, sem traumas, e com transparência.
Um brinde ao amor. Em qualquer forma.
Sentada na escura escadaria, deixei meu lado humano sobrepor o mitológico: chorei cretinamente solidária a meu ego dilacerado. Mais uma vez fui ferida em conseqüência a minha escolha insensata de viver fora do quadro. Mais uma vez provei do fino e dolorido corte que a adaga de Afrodite propicia aos que amam sem ser correspondidos: não mata, mas fica doendo... Olhos inchados denunciavam: lágrimas haviam rolado aos montes de minha face, meu coração estava assim, assim: despedaçado. Não adiantou ouvir de meus aliados que eu era mais que tudo aquilo. A verdade é que eu estava me sentindo burra por ter dedicado todo meu tempo pensando naquele vocalista que mais se parece com um personagem de Kubrick. Entorpecida pela minha vaidade volátil, esqueci completamente que, naquela noite, o mais importante não era a conquista daquela paixão platônica: meus amigos estavam ali e, junto com eles, eu deveria estar celebrando a vida. Mas meu ego, só me fez pensar em uma coisa: eu precisava daquele flerte, estava decidida a lutar por ele. O que mais me doeu foi que eu me deixei envolver pela falsa sensação de vitória: quando veio a meu encontro, me envolveu com seu abraço e me beijou achei que a batalha estava ganha, mas uma hora depois estraçalhou todo meu orgulho desfilando na minha frente com uma garotinha com cara de nada. Tudo o que eu queria era entrar em um quente, seguro e confortável casulo e ficar lá pelo próximo milênio. Mas não tinha casulo pra mim e em meio a arranha-céus e viadutos cinzentos, tive que viver esse incomodo que se apossou de meu coração-bobo: jogada na sarjeta, vento na cara. Garçom: dá mais uma dose desse líquido que faz sarar a dor. Moleque: dá mais um trago desse ópio. Tudo evapora...
Se hoje me fosse concedida a dádiva de falar a língua dos anjos faria um pedido cheio de vontades tolas. Com a impáfia de quem desvenda o futuro, exigiria que fosse dada aos homens – do bem e do mal – a possibilidade de tocar, por um relampejo de segundo, no amor.
Qualquer amor, de qualquer espécie, categoria, gênero, qualidade, tamanho e dimensão.
Ele disse: “eu te amo”. O mundo derreteu aos meus pés, o que faria depois dessa declaração? Veio assim, sem maiores cerimônias, sem pacote de presente, sem trilha sonora, sem ao menos um olhar.
Ele disse: “eu te amo”. O mundo sustentou-se aos meus pés. Veio assim, embrulhado para presente, planejado, com um olhar infinitamente triste.
Ela disse: “eu te amo”. O mundo coloriu-se ao meu redor. Veio assim, embrulhado em papel jornal, tal qual sapatos mágicos de dança, e bailei como uma menina baila na madrugada.
Ela disse: “eu te amo”. O mundo abriu um porta á minha frente. Veio em formato de passarela, veio na bagagem de um trem, veio num envelope de cartas.
Ele disse: “eu te amo”. O mundo se envolveu num profundo mistério. Veio embrulhado em papiros sagrados. Veio em sonho, através de uma música triste, cantada pelos nossos ancestrais que falava dos desencontros de dois medingos gêmeos.
Ela disse: “eu te amo”. O mundo se tornou uma casa de bonecas com móveis em miniatura de madeira, o mundo se tornou uma amarelinha com céu e inferno, o mundo se tornou um par de tamancos com saltos altos, o mundo se tornou a cestinha de uma bicicleta . Veio numa caixa de sapatos.
Ele disse: “eu te amo”. Veio num porta-malas. O mundo se transformou num fusca amarelo, entramos e nele viajamos durante trezentas e setenta e oito tardes até as margens do Nilo.
Ele disse: “eu te amo”. Veio no meio de um buquê de lágrimas coloridas. O mundo se tornou um labirinto de flores azuis.
Ela disse: “eu te amo”. Eu me tornei uma recém nascida de oito meses. Veio dentro de um gato branco de porcelana, um adereço que ela colocava na sala de visitas sem portas e janelas.
Ele disse: “eu te amo”. Veio embrulhado pelas páginas de Machado de Assis, o resto, encontrei num disco quebrado de Piazzola. O mundo se tornou um pranto insone, noturno e incestuoso.
Ele disse: “eu te amo”. Veio pelo seus olhos azuis e amarelos. O mundo se tornou uma sala de jantar de anciãos, o mundo se tornou um pátio onde as crianças rodopiam até caírem umas por cima das outras.
Eles disseram: nós te amamos. O mundo se tornou um lamaçal. Veio por uma barca de um rio de águas turvas.
Ele disse: “eu te amo”. O mundo se tornou um velório de um defunto sem família. Veio por um fado cantado na madrugada de uma serra fria e úmida, povoada por fantasmas que não possuem relógios.
Ela disse: “eu te amo”. Veio psicografado por um inconsciente perturbado pelo pouco espaço que havia lhe sido concedido. O mundo se tornou uma beliche com pratos de espaguete fornecidos por uma mãe órfã.
Ela disse: “eu te amo”. Veio dentro de um estojo de maquiagens. O mundo se tornou uma dança mal coreografada de uma cama de casal habitada por duas virgens.
Ele disse: “eu te amo”. Veio pela mordida do fruto proibido. No mundo se formou apenas a estrada que divide a essência entre o bem e mal, covardemente fiquei no meio deles, como quem separa a briga de dois irmãos.
Ele disse: “eu te amo”. Veio numa caixa de lápis de cera coloridos. O mundo se tornou uma conversa ao topo de uma escada.
Ela disse: “eu te amo”. Veio num enfeite natalino. O mundo se tornou uma taça de sorvete com gosto de parafina.
Ela disse: “eu te amo”. Veio dentro de um porta moedas. O mundo se transformou no jogo de dados dos feiticeiros, que zombam ás custas daqueles que apostavam sua sorte.
Ele disse: “eu te amo”. Veio pela imagem de uma fotografia esmaecida e sem data. O mundo se tornou numa casa fria, réplica mal feita de um castelo de banguelas.
Ele disse, ela disse, todos disseram... eu disse:
““eu te amo””.
Os anjos desceram até o leito da minha madrugada e responderam meu pedido.
Me concederam a chance de escolher como ele deveria vir e como meu mundo se transformaria depois dele...
Por Deborah Estri, num dia cinza e frio
"Rifa-se um coração quase novo. Um coração idealista. Um coração como poucos. Rifa-se um coração que, na realidade, está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e cultivar ilusões. Um coração inconseqüente e precipitado, que diante de um sorriso mais malicioso já está apaixonado. Rifa-se um coração que nunca aprende. Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras. Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, briga, se expõe. Perde o juízo por completo em nome de paixões. Sai do sério e, às vezes, revê suas posições arrependido de palavras e gestos. Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário. Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro, que tenha um pouco mais de juízo."
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